Muitos anos se passaram, eu diria até que o tempo voou. Fiz e deixei de fazer muitas coisas.

Já caí de cabeça da bicicleta, quando era um adolescente, kkkkk;

Já joguei muito futebol na chuva, na rua, descalço;

Já fiz muitos passeios bacanas e divertidos com meu saudoso e querido pai;

Já ganhei muitos presentes, uma ótima educação e uma exemplar formação como cidadão por parte da minha querida e saudosa avó paterna;

Já tive o prazer de curtir momentos formidáveis com a família Nelcis e com a Família Lemos.

Já joguei futebol minutos antes da aula no Salesiano começar, chegando na sala de aula suado, kkkkk;

Já tirei nota vermelha em trabalhos de grupo por vergonha de apresentá-los na frente da turma;

Já fiquei a fim de algumas garotas no Salesiano e nunca tive coragem de dizer a nenhuma delas;

Já recebi alguns elogios dos professores na época do ensino médio;

Já fui campeão de futebol de campo, invicto, no Salesiano;

Já fui muito “zoado” à época escolar por ser muito calado e/ou por ter uma voz engraçada, kkkkk;

Já tive o prazer de morar em Paraty, quando passei no concurso do TJ;

Já morei em Rio Bonito ao ser convocado no concurso do MP;

Já trabalhei com pessoas sensacionais e que se tornaram grandes amigos meus;

Já ganhei elogios de gentis Promotores, constando, portanto, em minha ficha funcional, 3 elogios;

Já trabalhei até meia noite durante uma eleição para o Conselho Tutelar;

Já tive grandes momentos com uma ex namorada, por quem me apaixonei intensamente mas a minha timidez e a insegurança me atrapalharam bastante, a ponto de eu não conseguir demonstrar, com clareza, minha paixão;

Já viajei sozinho pra Europa;

Já fiz inúmeras viagens bacanas com meu estimado irmão, sem dúvidas meu melhor amigo;

Por fim, já vivi momentos fantásticos com meus queridos familiares de Uruguaiana, de Imbituba e de POA.

Este foi um breve relato da minha vida. É impossível colocar aqui todos os momentos, fiz um resumo.

Um grande abraço a todos!

 

 

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O que escreverei agora é um ponto de vista meu, baseado em minhas impressões acerca do que vejo, quer seja na imprensa, quer seja no dia-a-dia de um bairro, de uma cidade ou de um Estado. 

Sinto que o consumismo exacerbado vem provocando um crescimento cada vez maior na nossa sociedade, da necessidade de possuir certos bens materiais ou ainda de uma determinada capacidade financeira, com o fito de tornar fulano de tal aceito dentro de um determinado grupo social. Acaso fulano não tenha as características ora citadas, por vezes(não estou generalizando), é direta ou indiretamente excluído da convivência com certos grupos de pessoas que valorizam muito o seu status e dão pouca ou nenhuma importância ao que ele tem a oferecer como um ser humano rico de bondade, gentileza, de bom coração, porém menos afortunado no que tange a conta bancária ou a capacidade de satisfazer determinados interesses.
Por favor, não me interpretem mal, não estou generalizando, existem sim pessoas ricas de dinheiro e de senso de humanidade, de bondade, enfim, verdadeiros seres humanos. Conheço muitas nestas condições. Eu me refiro tão somente ao modo de convivência dentro de nossa sociedade, de alguns grupos de pessoas muito preocupados com dinheiro e com o que o seu semelhante possa lhe oferecer. 

O que me aflige é que muita gente de bem,parece estar se tornando descartável, seja por suas condições financeiras, seja por sua personalidade ou ainda por seu padrão de vida. A mídia exerce uma forte influência sobre o comportamento social na medida em que veiculam produtos e mais produtos, algumas vezes supérfluos. 

Enfim, não sei se o que narrei aqui é óbvio ou não, mas é a minha impressão. E, por favor, não estou me referindo a ninguém que eu conheça. 

Um grande abraço a todos! 

Inicialmente gostaria de dizer que não sou e nem tampouco tenho a pretensão de ser sociólogo ou antropólogo. Farei um breve relato acerca do tema em epígrafe, que significará tão somente o meu ponto de vista, não se tratando de verdade absoluta, outras pessoas certamente poderão ter opiniões distintas. 

Vivemos tempos modernos, tecnologia cada vez mais avançada, evolução a passos largos dos estabelecimentos de ensino, cursos de extensão, cursos preparatórios, para qualificarem pessoas no acirrado mercado de trabalho. 

No sentido oposto testemunhamos uma sociedade adoecida no modo de convivência entre as pessoas. Não falo da relação profissional entre elas, falo dos valores morais, éticos, humanos, sentimentais. 

Sob o meu prisma, nas últimas duas décadas perderam-se pelo caminho, regras básicas e cruciais de boas maneiras e de vivência respeitosa e harmoniosa no mundo afora, mas em especial, em nosso país. 

A impressão que me dá é de que simples gestos como bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado, bom descanso, reduziram-se drasticamente. Assim como determinados esteriótipos parecem ditar as “regras do jogo”. Aqueles que não se enquadram em certos comportamentos ficam quase que a margem da sociedade. 

Este é um pensamento de uma pessoa fundamentalmente tímida, atenta a maneira como as pessoas interagem nos dias atuais.  Já fui muito incompreendido no passado, hoje estou tentando enfrentar algumas frustrações, entender suas causas e procurar evoluir dentro das minhas condições.  Entretanto, certo é que sempre fiz absoluta questão de agir com educação, respeito e gentileza. São princípios essenciais para uma sociedade mais harmoniosa e menos esteriotipada.  

Vivemos numa sociedade repleta de rótulos e bastante conservadora acerca de inúmeras questões pertinentes ao modo de vida das pessoas. 

De um modo geral, considera-se que o normal para o homem e a mulher que já ultrapassaram os 40 anos, é estarem casados, com família constituída. É uma visão com a qual eu concordo. Porém, é necessário compreender certos aspectos e peculiaridades da vida moderna. 

Vivemos uma nova era, em que os jovens estão cada vez mais promíscuos todavia menos preocupados em assumir relacionamentos sérios. Desta forma casam-se cada vez mais tarde. 

Uma outra questão igualmente importante é a crise financeira que assola o país. Desemprego crescente e economia instável fazem com que as pessoas estejam focadas em se qualificarem para entrar no mercado de trabalho, com isto, o lado afetivo vem se tornando secundário para inúmeras pessoas, que anseiam por um bom emprego em tempos de crise. 

Um outro aspecto também merece uma atenção especial: o modo de interagir entre os solteiros, os casados, os namorados. 

Penso que há cada vez menos tolerância e compreensão das pessoas entre si. Com isto, muita gente acaba se separando ou chegando na casa dos 40, solteiras. Falo por experiência própria. No meu caso, que sou tímido, acabo sendo incompreendido, mal interpretado, com isso fico, de uma certa maneira, deslocado, assim como muitos outros tímidos. É evidente que cabe a nós, tímidos, buscarmos os mecanismos necessários para tentarmos interagir de igual para igual dentro da sociedade. 

Por derradeiro, ser solteiro depois dos 40, apesar das questões supracitadas, ainda soa estranho para algumas pessoas. Eu procuro agir com a maior maturidade possível e, sobretudo, com parcimônia, sem me preocupar com eventuais rótulos ou julgamentos. Tenho consciência da minha introversão e sei que na vida devemos procurar a serenidade na busca dos objetivos. Nada de afobação. Estar solteiro aos 42 não é nenhum demérito mas tão somente uma fase da vida.

Um grande abraço a todos!

Poucas são as pessoas que possuem o discernimento apurado e a sensatez para olharem o tímido além do que ele parece ser. Não falo de “olhos” que julgam com certa frieza, mas daqueles que enxergam a verdadeira essência que pode conter dentro de uma alma tímida. 

Grande sabedoria possuem aqueles que, com um pouco de paciência e serenidade, vêem e apreciam as inúmeras virtudes escondidas dentro do ser humano introvertido. E, para tanto, não é necessário um grande sacrifício, basta “olhar” com o coração. 

O tempo passa. E passa rápido. Ainda “ontem” eu era um jovem repleto de alegrias, anseios, desejos por viagens e passeios. O tempo foi passando, alcancei alguns objetivos, hoje tenho um emprego estável, reencontrei amigos e perdi um grande amor.  Agora, com 42 anos, amadurecido, olho pra trás e compreendo meus erros. E também meus acertos. Tanto com um quanto com outro aprendi muitas lições. Estou sozinho e não estou feliz por isso. Todavia estou mais focado em meus objetivos e, sobretudo, não repetir certos erros.  Tenho muitos valores e princípios, os quais procuro seguir à risca.